Com três CDs duplos, caixa traz os álbuns Back in Bahia (1972), Umeboshi (1973) e Ao Vivo na USP (1973)

 

Caixa reúne gravações inéditas de Gilberto Gil

Caixa reúne gravações inéditas de Gilberto Gil

Caixa reúne gravações históricas e inéditas de Gilberto Gil dos anos 70

O baú de Gilberto Gil, 75 anos, manda lembranças preciosas para os fãs com a caixa Gilberto Gil Anos 70 Ao Vivo (Geléia Geral/Discobertas). São três CDs duplos com registros de shows do cantor logo após o seu retorno do exílio de quase três anos em Londres.

“Gil desembarcou no Rio em 14 de janeiro de 1972, acompanhado de alguns músicos e técnicos com os quais vinha trabalhando. Não tinha grandes expectativas, senão a de gravar um novo álbum com repertório voltado para o mercado brasileiro, fazer alguns shows e voltar para terminar em Londres o segundo álbum em inglês”, conta o pesquisador Marcelo Fróes, responsável pela produção executiva da caixa com os álbuns Back in Bahia (gravado no Rio, em 1972), Umeboshi (gravado no Rio, em 1973) e Ao Vivo na USP (gravado em São Paulo, em 1973).

Morando em Salvador por uns tempos, o compositor estreou a turnê Gilberto Gil em Concerto em Recife, em março de 1972, seguindo depois para Salvador e Rio de Janeiro, cuja performance no dia 12 de março está no álbum Back in Bahia. O repertório inclui pérolas como a faixa-título, O Sonho Acabou, Expresso 2222, Aquele Abraço, Madalena, Chiclete com Banana e Oriente.

“Ele repaginava  sua carreira, agora como bandleader, com dezenas de novas canções que seriam apresentadas pela primeira vez em shows, meses ou anos antes de sua gravação e lançamento em disco”, explica Fróes sobre os registros históricos e inéditos que saem agora em CDs.

Na companhia de grandes músicos, como Tutty Moreno (bateria) e Lanny Gordin (guitarra), os shows de Gilberto Gil nesse período chegavam a ter três horas de duração – ou mais. Em fevereiro de 1973, no Teatro Vila Velha, em Salvador, num misto de show e ensaio geral, ele se apresentou por quatro horas. Não por acaso, tem faixa em Back in Bahia com quase 19 minutos.

“O Marcelo vem se dedicando, se especializando mesmo em recolher coisas não só de estúdio, mas também de acervos pessoais de fitas gravadas e coisas assim. Eu fui o primeiro artista a quem ele se dedicou a fazer esse tipo de garimpo”, afirma Gil sobre a nova caixa com raridades suas e com preço médio de R$ 105.

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