06/04/2018

Entidades de comunicação repudiam agressões a jornalistas

Fotógrafo do Estado Nilton Fukuda foi atingido por ovos arremessados por um

 homem que vestia camiseta da Central Única dos Trabalhadores, na noite desta

 quinta-feira, após anúncio do decreto da prisão de Lula


SÃO PAULO - Associações de comunicação repudiam as agressões a jornalistas que ocorreram após o decreto da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo juiz Sergio Moro.
Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) criticam com veemência as agressões e hostilidades ocorridas desde a noite de quinta-feira, 5, contra jornalistas que trabalham na cobertura dos eventos relacionados ao decreto da prisão do ex-presidente Luiz Inácio 

"Toda essa violência injustificável e covarde decorre da intolerância e da incapacidade de compreender a atividade jornalística, que é a de levar informação aos cidadãos. Além de atentar contra a integridade física dos jornalistas, os agressores atacam o direito da sociedade de ser livremente informada. A ABERT, a ANER e a ANJ se solidarizam com os profissionais e as empresas vítimas das agressões e hostilidades e esperam que todos os fatos sejam apurados pelas autoridades responsáveis, com a punição dos agressores, nos termos da lei. A liberdade de imprensa e o direito à informação são básicos nas sociedades democráticas, e estão sendo desrespeitados pelo autoritarismo dos agressores. Todos aqueles que prezam a democracia precisam se colocar contra esses lamentáveis episódios e se mobilizar para que não voltem a ocorrer. Sem jornalismo, não há democracia", destacou a nota.
Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também informou, em nota, que "a violência contra profissionais da imprensa é inaceitável em qualquer contexto. Impedir jornalistas de exercer seu ofício é atentar contra a democracia. Os autores devem ser identificados e punidos pelas autoridades."