04/03/2018

Sem Neymar, PSG passa bem mais a bola e vê Di María virar 'grande ameaça ao Real Madrid'



Uma semana se passou desde a lesão de Neymar, que já passou por cirurgia no tornozelo direito e se recupera no Brasil. A vida em Paris, porém, seguiu normalmente. E continuou até melhor do que alguns poderiam imaginar.



Sem seu grande jogador, o PSG entrou em campo duas vezes. E venceu facilmente os dois compromissos que teve: 3 a 0 diante do Olympique de Marselha, pela Copa da França, e 2 a 0 contra o Troyes, pelo Campeonato Francês.
Os rivais, claro, estão muito longe de ter o peso do Real Madrid. Mas as atuações voltaram a dar um pouco de esperança ao time antes do duelo de volta contra os merengues pelas oitavas de final da Uefa Champions League.
O time mudou o jeito de jogar, como já era esperado.  
Nas duas partidas sem Neymar, o time rodou muito mais a bola. Foram 784 passes por partida, 118 a mais do que a média da equipe com o brasileiro em campo. As jogadas individuais, por outro lado, diminuíram. Foram 27 dribles tentados em média nesses dois jogos, dois a menos do que a equipe costuma tentar quando tem o brasileiro.
A mudança acabou escancarada nas palavras do lateral-direito Meunier.
“Temos que ver o lado positivo. Isso nos dá outra oportunidade de jogo. Nós viemos com Motta, Diarra, Verratti e Pastore contra Marselha. Foram mais combinações, menos questões individuais, [...] quero dizer, um foco maior sobre o coletivo”, disse o belga.
“Nós damos a bola ao Neymar e esperamos uma genialidade da parte dele. Com ou sem ele, o trabalho será feito”, completou.
Sem o brasileiro, o time também ‘mudou’ naturalmente o lado preferencial do campo e passou a atacar mais pela direita do que pela esquerda.
Mas a maior dose de esperança do PSG veio mesmo por outro motivo: substituto natural do brasileiro, Di María jogou muito bem nas duas partidas, marcando três dos cinco gols da equipe.
O argentino rapidamente foi colocado pelos dois jornais de Madrid como a esperança do PSG. “Di María se confirma como a grande ameaça ao Real”, estampo o Marca. “Ameaça Di María”, completou o Às.
De qualquer forma, a missão de Di María e do PSG é complicada. Nesta terça-feira, o time precisa vencer o Real por 2 a 0 ou por três gols de diferença para ficar com a vaga. Se devolver o 3 a 1 que sofreu na Espanha, a decisão vai para a prorrogação.